quinta-feira, 12 de junho de 2014

QUE SE FODA DILMA, LULA E O PT. 4X0 BRASIL. 3 DE NEYMAR
































É HOJE!



domingo, 8 de junho de 2014

A BARRIGUINHA

Era um barriguinha linda, como são todas que estão guardando um ser. Não havia o que não e admirar ali. Ela fazia programas a 30 reais e não era feia. Me deixou tocar a barriguinha dela. Seguramente me achou um idiota e eu não tinha os trinta que ela queria. Se tivesse teria dormido com ela e não machucaria sua barriguinha. Se eu pudesse... se eu pudesse seria outro, seria bom; Mas nunca me comoverei pelo câncer de uma menina linda. Me comovo com sentimentos, não simetrias nem cabelos ou roupas. Me comovo com pouco e choro por nada. Mas não pelo que a pessoa tem de externo, pelo que vem em sua alma.

domingo, 18 de maio de 2014

CONFIA EM MIM

Toda vez que vejo uma pessoa reclamando de coisas fúteis, que poderiam ser mudadas por elas mesma se tivessem menos disposição para o reclamar que para o fazer. Eu olho bobo para essas pessoas todas que não tem mal de parkinson e reclamam da vida. Mas olho ainda mais bobo, para os que tem mal de parkinson e reclamam da vida. Escrevi isso pensando no padre Arlindo, em Jesus, em mim. Dias atrás houve um festa dessas que por aqui há, que me trazem de longe, que me fazem chorar. Ao fim dessa festa haveria sete voltas dentro da igreja. Eu achei lindo e quis dar as sete voltas. Pois bem, chegada a hora eu não pude dar as voltas. O parkinson tinha me travado legal. Subi, encostei no carro e fiquei triste(consolar-se é estar-se triste) pensei: poxa, não pedi cura, pedi a Cristo que apenas me ajudasse para as sete voltas. Não fui atendido. Imediatamente pensei: Cristo acaso é meu empregado? tem de fazer o quero e na hora que eu queira? Passaram-se algumas semanas eu volto ao mesmo local. E se diz ali que vai ser dada uma volta DENTRO DA IGREJA, coisa que nunca havia sido feita ( se me lembro direito ouvi isso) Ao olhar para Cristo, me deparo com estás palavras que eu não tinha visto porque sou cegueta e estava longe: JESUS, EU CONFIO EM VÓS! pensei que aquilo não era acaso, e não era mesmo. Não dei as 7 voltas de Jericó, não pude. Dei a volta uma vez com o coração em brasa e feliz (feliz chorando, claro) cada vez que eu olhava para Jesus ele me dizia: confia em mim. Um dia haverá em que minha vida se acabará, mas enquanto eu tiver memória, enquanto as coisas fizerem sentido para mim, ficará a frase mais bela que eu já vi. Ficará a palavra dele, do Nazareno amado: confia em mim.

segunda-feira, 12 de maio de 2014

AINDA VOU AO TERÇO

Ainda não cantem nem se riam os que não me gostam. Ainda conto com os que me amam. Cuidado aos que riem de quedas, todos caem. Aviso aos que me reduzem: sou gigantesco em grandeza que você não supõe. Se me vês como ameba ( e tens razões carradas para isso) isso é um jogo que virará, isso não é meu fadop nem meu fim. Se todo o mundo me olha de soslaio, e se apressam a falar de mim, saibam que meu pai me perdoa e abençoa, e minha amiga está ali. Ela está do lado de Maria. tem o terço na mão e pede por mim como mãe pede por filho. E terei ainda os terços e o abraço de seu Pedro. Posso reverter o jogo. Mas aos que falam de mim como se fala de um qualquer, como um deles, saibam que não sou. Sou poeta e posso muito. Posso fazer três marginais chorarem ao contar-lhes que não se deve chorar antes de ir a hospitais. Posso sentir o mundo e saber do peso e ainda assim topar a carga. Posso fazer de uma nada uma lágrima e te fazer ver no vermelho, o abacate e na flor sua onda. Sim, posso fazer minha irmã chorar e sentir meu pai latejando em meu coração (disso não me gabo e me envergonho) mas creiam, os que lerem isso e se fodam os que não o fizerem: eu sou amor. Meu nome tem o vício e é impregnado do bafio do inferno, mas minha alma, que fica acima do nome (que não é nada- o nome) essa é de poeta. Ninguém uda isso. Aos que me amam: prometo vencer. Aos que falam contra mim e me reduzem, e me dizem o que quiserem dizer, façam por trás, façam sem escrever. Porque comigo na escrita vocês não poderiam. Vocês, com seus segundos graus e suas estúpidas opiniões não são nada. São medíocres. Não estou dando lição de moral, quem sou eu para isso? mas quem são vocês? onde estão? venham! deem a cara a tapa. Mas escrevam com bons argumentos e em bom português. Não considero opinião de analfabeto, nem de idiota.

terça-feira, 29 de abril de 2014

A MOÇA DOS GUARDANAPOS

Ando com pouca vontade de escrever, muita de chorar e olhando para Cristo. Cansado de ser o que tenho sido. Como todo homem, tenho qualidades e defeitos e coisas que me apavoram e outras tantas que me dão força. Eu não poderia escrever como o João, voar, nem ser o que não posso. Mas o que posso. Eu gosto dos gestos pequenos, os grandiloquentes eu refuto. Eu olho o olho dela que me deu guardanapos para enxugar lágrimas. Ela ou seria uma pessoa boa, ou uma má, dissimulada. Assim eu coloco as coisas e pessoas. Eu tenho errado e sabendo a dor de um beijo em meu pai não dado. Não beijar meu pai e-me muito doido, muito pesado. Deu-me o perdão, não negou-me a benção. Deixa eu falar de meu pai, mulher dos guardanapos, deixe eu dizer por qual a razão de tantas lágrimas. Meu pai é quem me faz dar a palavra "pai" um sentido sagrado. Meu pai sempre me abençoava sem eu pedir-lhe benção. Meu pai me avisou de um limite do qual eu não passasse, do contrário eu não teria sua benção. Eu passei. Fui para um hospital ingerir pelo nariz carbono ativo para limpar o estômago, tirar-me os excessos. Minha dor é menor agora, já não preciso de guardanapos. Meu pai me abençoou e perdoou. Moça que reza por mim, saiba que meu pai é como deveria ser os pais todos do mundo. Eu morro sem o amor de meu pai. Viver sem seu abraço seria como as coisas que não estando mortas, vivas não estão. Como um que soubesse a vida sem poder estar nela. Eu quero merecer um dia o pai que tenho. Para falar de meu pai, moça dos guardanapos, não é preciso elogiá-lo, nem dar-lhe qualidades em demasia. Mas é justo dizer que o meu pai faz da palavra "pai" uma coisa de magia. Enobrece a palavra e o sentido dela. Meu pai não é como os outros pais, que são e só podem ser pais. Como eu, como os que tem filhos. Meu pai é único, não por ser meu pai nem se chamar Luiz, mas todas as lágrimas que verti, Por toda a dor que viste.

domingo, 20 de abril de 2014

UM ABRAÇO DE JESUS

Ele bebia e copulava e mais que no poema, jogava. Ele me traz um abraço que Jesus me mandou. Pedro. Pedro negou Jesus e morreu como o mestre, crucificado. jesus amava Pedro. Não entendo muitas coisas, aliás, não entendo nada. prefiro inferir. Ele se diz meu amigo e diz que eu lhe ensinei algo: querer curar minha alma não o parkinson. Quero curar ambos. Mas antes de tudo, quero ser outro. Quero um ser novo em mim. Um que preserve o que tenho de bom e estanque a sangria. Um alma de poeta ainda, mas com coração leve. Seu Pedro é louco, ele o diz. Deixou o baralho, as mulheres e o álcool para viajar em busca de gente como eu. Seu Pedro não me ensinou nada, foi ativo e me abraçou. Seu pedro me é querido por rer sido o que sou e ser o que é. Sim, ele me deu um abraço mandando por Jesus, quem desatará este nó? o diabo tem força mas é o diabo. Força limitada, força de ir cotra fraquezas. A força de jesus é de outra espécie: força propulsora, sem limites, que só cresce. Que tirou seu Pedro do jogo, das mulheres e do álcool e por ele mandou-me um abraço.

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

POETAS

Eu me abrigo no mundo dos poetas. Não é o real, não é como se deve viver. Mas o que escolhi. Tem um poema de João Cabral de Melo Neto chamado “A tartaruga de Marselha.”, nele, Cabral descreve um suicídio não acontecido por causa de uma tartaruga, ou melhor: por amor a uma tartaruga. O Cara vai se matar, não tá nem ai pra si mesmo mas preserva o amor por sua tartaruga. Esse é o mundo de Cabral, o meu, o de meu pai. Não é o do cara que matou o filho. No mundo dos que desesperam os poetas tudo pode. No mundo dos poetas (não que sejamos santos, não que sejamos nada) não cabe o assassinato. Um poeta pode suicidar-se e não é menos poeta por isso. Dispor de sua vida é da conta de quem dispôs. Matar é perder o sentido do bom, da vida, da poesia.

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

LULUZINHA, PARABÉNS!

Ai é onde discordo de Shakespeare. Costumo não divergir do bardo, mas hoje é 17 de fevereiro, e Lu completa mais um aninho. Hamlet diz que um homem não é dono de nada que não possa levar consigo. É sim. O que você leva consigo que não te despojará a morte? Shakespeare não sei, eu levo comigo as minhas coisas queridas. E não venham os que me querem razão dizer: você estará morto! Eu acredito em Cristo. Hoje é 17 de fevereiro, não lembrava que Lu fazia aniversário. Eu devo muito a ela. Eu amo muito amiga querida. Hoje Pedro deve -a mando do pai- ter lhe desejado feliz aniversário. Pedro é uma criança, ele não sabe da vida, aprenderá. Ele saberá que o fato dele existir já faz uma impossibilidade um aniversário triste de Lu. Eu não lmebrava o dia, e daí? Lembro de teu carinho, bondade, respeito. Lembro do dia em que me levou a igreja e de nossas noites ao pc, tu chorando de lá e eu de cá. Lembro do que tenho que lembrar, que você é uma luz que não cessa de brilhar. Que você me deu coragem, e aumentou minha fé. Que preciso andar com Deus pra poder me esfriar. Lembro que teu ensino me ajudou a entender que o esperar em Deus é melhor do que o nosso querer. Luluzinha professora. Que Deus te abençoe, que teu filho seja tudo o que você é. Se ele te desejou felçiz aniversário sem saber que ele estando não poderia alegre não ser, é porque não viu tua dor, e o troféu que ganhou da vida. Sim, Pedro é um troféu pra você, sua amizade é um troféu pra mim. Beijos no coração , desse poeta meia boca, desse amigo, teu irmão.

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

NO NATAL

Do que será feito um homem não sei. Sei o que não importa no homem: sua opinião. A opinião de um homem não deve constar dos autos de seu processo. Sendo ele de direita ou esquerda; Ateu ou beato; para qual time torça, o que vale no homem é o sonho e a modulação de voz quando te fala em um natal e te dá parabéns pela sua melhora e o diz com voz real, de dentro. Com um timbre que não deixa dúvida sobre sua sinceridade. Entendo como se pode amar um homem pelo que ele te diz de comum se ao te dizer ele chega ao sincero. Este natal me fez bem. Não por ver a lua vermelha (como na música de Carlinhos cantada por Bethânia, e que eu jurava não existir para além da voz). Não por Petrúcio Amorim tocar ao violão e a meu pedido a música que ele compôs que é meu pai em carne e nervos. Tudo isso já foi demasiado iluminado, mas teve um petista que me deixou enternecido. Nunca meça um homem por sua opinião sobre nada, meça-o depois de algum tempo sem vê-lo e depois de ter feito uma cirurgia, como ele te felicita por sua melhora. Depois da festa ele foi dormir com suas opiniões que não são as minhas, mas para que diabos seriam?